segunda-feira, 17 de março de 2008

A Importância da Educação

ENSINA-ME OS TEUS CAMINHOS...
Mateus 22:29


A quem Jesus disse isso?

O sistema de educação compreende uma dupla e complementar atividade: ensino e aprendizado. A educação gera conhecimento devido às experiências que provoca concedendo a quem participa as condições e os recursos necessários para as reações adequadas devidas à cada situação. Resultado: bem viver!

Deus tem preocupação e interesse no processo educacional.
A história da formação do povo de Israel como nação mostra isso. Veja como Moisés tece considerações a respeito para com o povo.
O ministério público de Jesus também evidencia isso. Veja como lidou com os discípulos e estes com os primeiros cristãos.

Ninguém nasce sabendo. É preciso um procedimento educacional para que se tenha condições de aproveitar a vida, mesmo nas coisas mais básicas, tais como? Alimentar-se, vestir-se ou andar...

Há diferença entre Informação e Conhecimento. Ninguém se forma médico ouvindo palestras, assintindo vídeos ou lendo livros sobre medicina... (ajuda mas não resolve)
Informação é o acúmulo mental de registros recebidos. É impessoal, aleatório, ocasional, não necessita de contato direto. Não gera mudanças.
Conhecimento é a experiência vivida. É pessoal, metódico, constante e continuado, necessita de contato direto, tem consequências. Provoca sempre transformações...

I – É UM ERRO NÃO TER CONHECIMENTO ESPIRITUAL DEVIDO
Jesus declarou isso aos fariseus que se julgavam profundos conhecedores das coisas de Deus. E nós temos acertado mais que esses religiosos? – Decorar o texto não é conhecê-lo...
a) A chave para o conhecimento espiritual está num coração receptivo – Mt 13:10-16 (como vai seu coração?) A jumentinha está falando?
b) A base do discipulado cristão está no conhecimento – Luc 24 Mt 28:20 At 4:20 II Tim 2:2,15 (voce tem tido experiências na fé?)
c) A razão da desgraça e sofrimento está na ignorância – Prov 29:18 Oséias 4:6 (como está sua vida?)
d) Uma experiência negativa – Atos 19:13-16 (voce vive do testemunho alheio?)
e) Uma severa advertência – Hebreus 5:12 ( voce já cresceu?)
f) Ignorância é destruidora – Sl 32:7-11 – produz medo que aprisiona, mantém cativo, escraviza (tem gente que acha melhor não saber)
g) Para que servem os ouvidos? – Mc 4:9

II – O CONHECIMENTO FAZ A DIFERENÇA E TRAZ BENEFÍCIOS
A mensagem (sermão, pregação) toca o coração, alivia a alma. O ensino orienta o viver, os procedimentos para a vida – Mt 12:43-45

a) Jesus venceu o diabo pela Palavra (ele conhecia a Palavra e o autor – Mt 4) Voce está ganhando ou perdendo? Botando pra correr ou correndo?
b) Josué recebeu o segredo do sucesso (viver segundo o conhecimento da vontade de Deus – Josué 1:7,8) Quer se dar bem na vida? Quem é o seu “guru”?
c) A orientação profética para restauração e resgate (Oséias 6:3,6) Perdeu alguma coisa?
d) O socorro na hora certa (João 14:25,26) – Voce já “ficou na mão”?
e) O caminho dos apóstolos para o sucesso da igreja primitiva (At 5:42 Atos 20:20 – O que fizeram os apóstolos para que houvessem milagres?) Seria diferente para nós, hoje?
f) O segredo do ministério público de Jesus (Mc 1:2.21 2:2,13 4:1 6:2,6,30,34 8:31)
g) Um bom exemplo a seguir (Neemias 8:1-3) Disposição igual a sua?


III – UMA EXPERIÊNCIA MELHOR – Vida eterna x vida terrena: O que voce deseja?
Jó 42:5 – João 17:3 - É diferente!

Voce conhece a Jesus? João 1:26
Pr Samuel Martins

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Para escritores...

Para ser escritor é preciso escrever sobre o Rei.
O Rei que não foi rei
Mas que é Rei
Antes, o escritor deve conhecer o Rei que não foi rei
O escritor, antes de escrever, deve ouvir o Rei que não foi rei
O escritor, antes de ser escritor, deve ser servo do Rei
Andar como o Rei que não foi rei
Porque o que o escritor escrever só terá sentido
Se escrever sobre o Rei que não foi rei
Mas que é Rei
Será que eu sou escritor?

Luiz Di Dio

domingo, 3 de dezembro de 2006

Deus colabora conosco

Texto Base
"Sabemos que em todas as coisas Deus coopera juntamente com aqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito, para trazer à existência o que é bom" - Romanos 8.28-30

Introdução.
Deus cria tudo e o homem. A queda. Caim e Abel. Descendência de Sete nasce Noé. Dilúvio. Abraão vai para a terra prometida e faz uma aliança com Deus. Isaque mantém a aliança. Jacó vai para o egito por causa da fome, favorecido por José e pelo faraó. Morre o faraó e seu descendente faz dos israelitas escravos.


1. Moisés, Arão e Deus libertam o povo do egito.
a) Moisés, filho adotivo da filha do faraó, descobre que é israelita e foge para midiã.
b) Êxodo 3:7-12. Eu estarei com você... Quando você tirar o povo do egito.
c) As 10 pragas e outros milagres são acionados por Moisés e realizadas por Deus.
  • Êxodo 7:20. Sangue. Arão levantou a vara e feriu as águas do Nilo.
  • Êxodo 8:6 Rãs. Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito
  • Êxodo 8:17 Piolhos. Arão estendeu a mão e com a vara feriu o pó da terra.
  • Êxodo 8:30 Moscas. Então Moisés orou ao Senhor...
  • Êxodo 9:1 Morte dos Rebanhos. Vá ao faraó e diga-lhe
  • Êxodo 9:10 Feridas Purulentas. Eles tiraram cinza de uma fornalha... E Moisés a espalhou pelo ar
  • Êxodo 9:23 Granizo. Quando Moisés estendeu a vara para o Céu, o Senhor fez vir trovões...
  • Êxodo 10:13 Gafanhotos. Moisés estendeu a vara sobre o egito e o Senhor fez soprar um vento oriental
  • Êxodo 10:22 Trevas. Moisés estendeu a mão para o céu e por três dias houve densas trevas.
  • Êxodo 12:21 Primogênitos. Moisés convocou as autoridades de Israel...
  • Êxodo 14:15 Travessia do mar. Porque você está clamando a mim ?... Moisés estendeu a mão sobre o mar.
  • Êxodo 17:6 Água Jorra da Rocha. Bata na rocha...
  • Êxodo 17:12 A Vitória sobre os Amalequitas. Enquanto Moisés mantinha a mão levantada...
2. Moisés e as Tábuas da aliança
  • Êxodo 24:12. Moisés na presença do Senhor.
  • Êxodo 31:18 As primeiras Tábuas, escritas pelo Dedo de Deus.
  • Êxodo 32:7. Desça porque o seu povo, que você tirou do egito se corrompeu.
  • Êxodo 32:19. Moisés quebrou as Tábuas.
  • Êxodo 34:1. Talhe duas tábuas de pedra semelhantes às primeiras.
  • Êxodo 34:29. O rosto resplandescente de Moisés.
a) A diferença entre a primeira e a segunda tábua é que a primeira foi feita por Deus, a segunda por moisés.

b) Somente na segunda vez, quando ele mesmo fez a tábua, o rosto de moisés resplandeceu.


3. O que nos transforma.
O que nos transforma não é o que Deus faz por nós. O que nos transforma é o que nós fazemos junto com Deus.


4. O que é cooperação ?
"Sabemos que em todas as coisas Deus coopera juntamente com aqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito, para trazer à existência o que é bom" - Romanos 8.28-30

a) Operar Junto. Colaborar é laborar, trabalhar junto.
b) Deus coopera conosco. Este é o jeito de Deus trabalhar.
c) Nós devemos colaborar uns com os outros.


5. Deus coopera conosco pra que ?

a) Deus coopera conosco para que sejamos um sinal do seu reino.

b) Já e ainda não.
  • Já somos filhos de Deus, mas ainda não fomos plenamente transformados à Sua imagem.
  • O diabo já está vencido, mas ainda não totalmente impedido de agir no mundo.
  • Já estamos em Cristo, mas nossa natureza pecaminosa ainda não foi completamente erradicada.
c) Um reino dentro de nós e através de nós. Lucas 17: 20-21.

d) Nós devemos ser sinal do Reino. Mateus 5:13-16.

e) Embora nós ainda não fomos plenamente transformados, embora ainda vivamos numa tensão entre pecado e santidade, Deus coopera conosco para que sejamos um sinal do seu Reino.


6. Trabalhe para ser um sinal do Reino, Deus vai ajudar.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

APRENDENDO COM JAIRO A LEVAR O MILAGRE DE JESUS À SUA CASA

Texto: Lc 8.41-56

Introdução
Todos queremos levar Jesus para casa. Na verdade temos algo em comum com Jairo: queremos levar Jesus para nosso lar; queremos que Jesus esteja em nossa família. No entanto, devemos atentar que não basta termos somente a vontade de levar Jesus até nossas casas; devemos notar certos princípios, entre os quais, podemos ver na vida de Jairo. Vamos aprender com Jairo; ele mostra-nos algumas atitudes que uma pessoa deve ter para levar Jesus para casa, e ver o grande milagre que Ele pode fazer.

PROCURAR JESUS (41)
Jr 29.13 Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.
Lc 11.9 Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;

CAMINHAR COM JESUS RECONHECENDO QUE ELE É A ÚNICA SALVAÇÃO (41)
Muitos querem ver o grande poder de Deus, mas poucos querem caminhar com Ele.
At 4.12 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.

ESTAR PREPARADO PARA VER A OUTRAS PESSOAS SEREM ABENÇOADAS ANTES DE TI (43-48)
O milagre acontece, não para olharmos para ele, mas qpara Quem o fez.
Jo5.7 Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que, ao ser agitada a água, me ponha no tanque; assim, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.

ESTAR PREPARADO PARA OUVIR PALAVRAS DE DESÂNIMO (49)
Quando andamos com Cristo, toda palavra de desânimo que possamos ouvir tem uma palavra de ânimo, que além de anular aquela, também nutre a nossa fé.
Já está morta... Já era... Não tem mais jeito...
Não temas, creia somente!

TIRAR DE CASA AQUILO QUE É OBSTÁCULO DO EXECÍCIO DA FÉ (51; Mc 5.39,40)
Quantas coisas temos em casa que não contribuem para o exercício de nossa fé?
II Co 6.15 Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? 16 E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 17 Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; 18 e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

DEIXAR JESUS FAZER A OBRA (54 - 55)
Nosso papel é caminhar com Cristo e obedecê-Lo; o milagre ele sabe onde, quando e como fazer.
João 11.40 Respondeu-lhe Jesus: Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?

MANTER O MILAGRE DE JESUS VIVO (55b)
Existem muitos "milagrecídios". O milagre gera responsabilidade em nós.
Alimente a criança...
Jo 11.44 Saiu o que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.
CONCLUSÃO:
Que possamos aprender com Jairo a levar Jesus até a nossa casa, e vermos seu grande poder se manisfestar em nossas vidas e na dos nossos queridos.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

muito obrigado!

que Deus reconpense voces pela cooperação !

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

A Deus toda glória

Cantar o hino “como agradecer”


Ler 2 corintios 12:9

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. 12 : 9

Introdução

• Contexto da Igreja de Corinto

• Abençoada ex: dons espirituais (todos).1 cor. 1:7

• Tinha os carismas do Espírito Santo , os dons, e neles desenvolviam seu serviço e cumpriam seu ministério no mundo.

• Desviou-se da doutrina e do ensinamento de seu fundador após 3 anos . Formou alguns grupos que chegavam até a dizer que não queriam seguir a nenhuma orientação humana.


Nunca gloriar-se


Paulo estava sendo testado pelos falsos apóstolos que teimavam em colocar em cheque sua autoridade espiritual”

    1. Paulo tinha tudo para se gloria sendo o homem mais importante no novo testamento depois de Jesus.
    2. Ele poderia colocar todos os seus feitos e não o fez.
    3. Escondeu durante 14 anos uma experiência intima com Deus e quando a expôs, expôs como se fosse outro homem.

2 cor. 12:2 Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. 12 : 2

    1. O que você tem feito para o SENHOR?
    2. Que você se titula?
    3. O que você tem que verdadeiramente é seu?

“O que nós temos de bom mesmo é a nossa fraqueza pois nela Deus se mostra o forte”

Nossas Fraquezas

    1. A fraqueza mostra a dependência total de Deus
    2. Paulo entendeu que era Satanás que o afligia. (Deus permitiu um espinho em Jó)
    3. Paulo pediu 3 vezes mas Deus não retirou o espinho.

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16 : 33


A graça


2 corintios 12:9

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

• Satanás trouxe o espinho. Mas Deus usou para mostrar a importância da sua graça.

Romanos 5

TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; 5 : 1

Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. 5 : 2

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, 5 : 3

E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. 5 : 4

E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 5 : 5

Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. 5 : 6

Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. 5 : 7

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 5 : 8

Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 5 : 9

Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 5 : 10

E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. 5 : 11

Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. 5 : 12

Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. 5 : 13

No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. 5 : 14

Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. 5 : 15

E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. 5 : 16

Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. 5 : 17

Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. 5 : 18

Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. 5 : 19

Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; 5 : 20

Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. 5 : 21


Conclusão

Não gloriar-se

Fraqueza para o bem

A graça

Pb. Henry Keller

domingo, 19 de novembro de 2006

Motivo para Santidade

MOTIVO PARA SANTIDADE
John White


A santidade é algo útil. Se você for santificado, o povo será atraído às suas reuniões, e conseguirá melhores resultados. Deus não pode usar um “vaso impuro”. Portanto, deixe que Ele examine e purifique sua vida. Você colherá como benefícios a paz de coração e maior sucesso no trabalho de Cristo. Talvez você possa até começar um avivamento...”

Provavelmente ninguém lhe fez declarações como estas, assim tão abruptamente, porém muitos costumam fazê-las de maneira indireta. Em alguns aspectos, este argumento nos lembra a afirmação de Dale Carnegie: “Aprenda a ser bondoso. Isto é algo útil. Você ganhará amigos, influenciará as pessoas e obterá sucesso na vida!”.
No entanto, o erro do argumento do primeiro parágrafo está em seu apelo a motivos egoístas, sendo exatamente neste aspecto que ele e as palavras de Dale Carnegie são muito semelhantes à atitude moderna para com a santidade de vida.
Alguns nos dizem: “Seja santo e você será útil”. Mas Deus nos aconselha apenas: “Seja santo, porque Eu sou santo”. Pureza de coração não é a moeda com a qual negociamos com Ele, em troca de bênçãos.
Infelizmente, muitos de nós pensamos ou agimos como se isto fosse verdade. Alguns de nós, conservando-nos corajosamente ao lado da brilhante multidão cristã, perdemos secretamente toda esperança de ser usados por Deus. Lutamos arduamente contra o pecado, a fim de viver uma vida cristã mais eficiente. Vivendo em uma era de pragmáticos e rodeados por livros que versam principalmente sobre o assunto de como viver a vida cristã, fomos ensinados a adorar os resultados mais do que o Doador dos resultados. Procuramos a pureza como um meio para alcançar um fim, e não como um fim em si mesmo.
Isto, por sua vez, nos fez crescer no legalismo, como se estivéssemos sendo caçados por motivos condenadores. Temos barateado a santidade (vendo-a como algo que podemos usar e não como um atributo de Deus) e, assim, perdemos a alegria e a maravilha de recebê-la gratuita e livremente, em Cristo.
Se a santidade se torna uma moeda para negociarmos com Deus, o respeito próprio exige que, em certo sentido, obtenhamos essa moeda. Você não pode negociar com Deus para obter aquilo que lhe foi dado gratuitamente. Mas, inconscientemente (quer seja por esforço pessoal, quer seja por um “se Deus quiser”), você procura estabelecer crédito com Deus. E, quanto mais você se esforça, mais a verdadeira santidade foge de você. Em sua luta inútil, tanto pela santidade como pelo “sucesso” cristão, tragicamente você não consegue nada, vendo-se sobrecarregado com sentimentos de culpa e derrota.
A situação se torna mais complexa quando você pergunta a si mesmo o que significa ser “usado”. Significa que seus livros serão bem vendidos? Que seu movimento cristão ou que o rol de membros de sua igreja aumentará? Que as pessoas dirão o quanto foram edificadas e abençoadas por suas mensagens? Que sua agenda estará cheia de compromissos? Até pessoas incrédulas poderiam reivindicar tudo isso e muito mais. Aquilo ao que por vezes nos referimos como “selo da bênção divina” pode não ser nada mais do que um tributo às técnicas de marketing ou às nossas próprias capacidades.
Não é totalmente correto dizer que você será “abençoado” ou “usado” de conformidade com o grau de sua santidade. Considere Jacó, por exemplo. Deus havia decretado que Jacó seria abençoado. Ele ganharia ascendência sobre Esaú e levaria adiante a linhagem escolhida. O fato de Jacó haver mentido e enganado, para “ganhar” as promessas, não o fez perdê-las, visto que Deus, já havia determinado que ele as possuiria. Jacó não herdou as promessas por ser mais merecedor. Seu pecado não interrompeu o plano divino, assim como sua obediência não serviu de um auxílio para este plano. O que Jacó perdeu foi a comunhão pessoal com Deus, além de sofrer, desnecessariamente, ansiedade e tensão por muitos anos de sua vida.
Outro dia, alguém me disse: “Você não pode estar certo a respeito de Fulano! Se Deus o está usando para ganhar almas, ele não pode estar vivendo em pecado”. Entretanto, aquela pessoa estava enganada. Não quero apresentar ilustrações extraídas da vida moderna, pois corremos o risco de fazer com que sujeiras se espalhem. Todavia, a verdade é que pecadores podem ser ganhos para Cristo – às vezes, em grande número – por um homem que mais tarde é descoberto como alguém que estava “vivendo em pecado” ou sonegando impostos. (A maior parte dos obreiros cristãos pode testemunhar isso.)
Estas afirmações nos perturbam. Nossa tendência é pensar que tal homem nunca foi usado de maneira alguma e que todo o seu trabalho foi uma ilusão. No entanto, não podemos resolver este assunto assim tão facilmente. Parece que um trabalho espiritual genuíno foi realizado. Podemos apenas dizer (sentindo-nos insatisfeitos com isso): “Bem, Deus é soberano!”.
Parte de nossa dificuldade surge de uma atitude errônea quanto ao assunto de ser “usado” por Deus. Raramente não sentimos em nosso íntimo certa lisonja, quando Deus nos usa. Ser “abençoado” e “usado” é uma espécie de recompensa. Traz consigo apreciação e distinção, embora, naturalmente, tenhamos de permanecer “humildes”. Visto que nosso mundo está repleto de pessoas famosas e celebridades, criamos também um mundo cristão repleto de celebridades evangélicas, que ganharam este lugar entre nós por causa de uma dedicação mais profunda ou porque “andaram mais perto de Deus”. Portanto, em nossa lógica achamos que, se um homem não “merece” ser usado, é injusto que ele seja distinguido por Deus. Vemos tudo do ponto de vista de nossa cultura cristã de celebridades, e não do ponto de vista da glória e do plano de Deus.
No entanto, existe uma objeção ainda mais profunda. Será que Deus não está comprometendo sua própria santidade, quando “usa” e “abençoa” uma pessoa pecaminosa? De modo nenhum! A atitude divina para com o pecado permanece implacavelmente hostil. Deus odiava o pecado de Jacó, mas continuou a lidar com ele, até fazendo-o prosperar. Ele odeia o pecado, embora, em sua graça, possa abençoar o pecador e, para sua glória, continuar usando-o.
É neste ponto que se encontra o verdadeiro perigo desta crença errônea. Você pode imaginar que Deus o está usando e permanecer tranqüilo, pensando que em sua vida não existe nada “elevado” que Deus rejeita. Esta é uma hipótese ilógica. Em certa ocasião, um jovem missionário testemunhou da grande bênção espiritual que outro missionário havia sido para ele. Dois meses mais tarde, o missionário que era uma “grande bênção” foi descoberto como alguém que tinha roubado sistematicamente os recursos financeiros da missão, durante vários meses. Talvez você não esteja roubando ou cometendo adultério. Mas, quão éticas são suas relações com os outros? Você pode imaginar que a comparação é irrealista. Se você roubou, sua própria consciência lhe fará passar por um tempo difícil. Provavelmente isso já está acontecendo. O fato admirável sobre o missionário que era uma “grande bênção” é que ele se mostrou incapaz de ver seu próprio erro. Não sei o que se passava no íntimo dele. No entanto, ele conseguiu justificar-se a seus próprios olhos. Talvez você não seria bem-sucedido como ele em justificar-se, se tivesse de roubar. Mas é provável que você esteja fazendo um “bom serviço”, mesmo encobrindo outro erro moral. Deus o está usando, portanto...
Por outro lado, você pode estar se sentindo infeliz, porque Deus não o está usando mais, e se atormentando, até descobrir uma mancha escondida. E, depois da descoberta, ficará desconcertado, quando não for grandemente “usado”. Sua utilidade é um termômetro falível de sua condição espiritual.
Não me compreenda mal. Ao invés de afirmar que o pecado não tem importância, estou dizendo que ele é mais importante do que procuramos admitir. O pecado não é simplesmente algo que impede o homem de progredir em sua “carreira cristã”; é uma ofensa contra Deus, um insulto ao seu nome. O pecado faz com que os anjos chorem e os demônios exultem. Tampouco é verdade dizer que o pecado não tem qualquer efeito em sua vida cristã. Você ainda pode ser usado, embora também exista a tendência de que não o seja. Você não terá comunhão com Deus, nem será “vitorioso”. Você não pode brincar com o pecado e, ao mesmo tempo, vencê-lo, ainda que às vezes seja esperto e camufle a derrota.
“Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar?” A tragédia é que desenvolvemos um senso distorcido de valores, de modo que, em nosso coração, estamos mais preocupados em ser “usado” ou “ter um testemunho eficiente” do que em ser santificado e ter comunhão com Deus.
Muitos de nós se importam mais em ter uma vida cristã bem-sucedida do que em subir ao monte do Senhor. Embora odiemos admitir tal coisa, pensamos realmente que a comunhão com Deus é valiosa para nos tornar “mais eficazes” em nosso trabalho cristão. Não procuramos a comunhão com Ele porque O amamos, e sim porque desejamos ser vasos mais eficazes.
No entanto, em nosso íntimo continuamos insatisfeitos. Nosso coração se recusa a ser enganado. Algo não está de acordo com o serviço cristão, para o qual fizemos tão grande depósito. Constatamos que somos usados para mostrar o Salvador a alguma pessoa, mas esta experiência parece superficial. Já não desfrutamos daquela felicidade intensa que nos fazia dizer: “Não há alegria maior do que levar alguém ao Senhor”. Embora naquela época não o compreendêssemos, tal felicidade surgiu, em parte, como resultado da intimidade com o Senhor, que era tudo para nós, e, em parte, como resultado de nosso empenho em levar alguém diante do Senhor. O que nos falta é esta intimidade com Ele, ou seja, a verdadeira santidade. Perdemos a Deus no meio do serviço cristão.
Ele ainda está perto de nós, se O quisermos. Não desfrutamos dEle, porque não O procuramos e porque O procuramos apenas como um suplemento para nosso serviço cristão. Nós encontraremos a Ele e a verdadeira santidade, quando O buscarmos de todo o nosso coração.
Enquanto isso, tenhamos cuidado para que, em nossa preocupação com “eficiência”, não vendamos nosso direito de primogenitura por um “prato de lentilhas”...